Foto: Guerreiro Fotografia

Brasília quase vira, mas Juiz de Fora é campeão

Depois de vencer a série melhor de três contra o Anápolis no último dia 11, assegurando a vaga na elite de voleibol brasileiro para a próxima temporada, o Brasília Vôlei entrou no ginásio do Riacho, em Contagem (MG), na noite desta segunda-feira (19) para enfrentar o JF Vôlei na final da Superliga B. Em um jogo duro, os mineiros conquistaram o título: 3×2, parciais de 25/14, 25/21, 18/25, 23/25 e 15/13.

A equipe do Juiz de Fora chegou para o duelo decisivo com a melhor campanha da competição, com 100% de aproveitamento, 11 vitórias em 11 jogos – incluindo um 3×1 nos candangos, no DF, no dia 16 de fevereiro. Com isso, os mineiros eram francos favoritos para o título, os brasilienses tentaram reagir após começar perdendo, porém não conseguiram virar e os adversários levantaram o troféu.

Irreconhecível em quadra, o Brasília Vôlei começou mal a decisão, com muitos erros. A equipe candanga estava nervosa e viu o JF passear nos primeiros sets e fazer 2×0 com facilidade. No terceiro set, o Brasília não deu chances para o Juiz de Fora. O técnico Marcelo Thiessen mudou o tom da partida ao colocar o levantador Carlos Henrique e o ponteiro Cristiano, além de deslocar Lucaian para a posição de oposto.

Reenergizados, os brasilienses foram em busca de forçar o tie-break e, em um quarto set muito disputado, Lucaian fez a diferença e conseguiu fechar a parcial a favor da equipe do DF. O período decisivo foi marcado pelo equilíbrio, sem que nenhum time abrisse mais de dois pontos de vantagem, até que o ponteiro Thiago Marques – que também entrou durante a partida – definisse o título para os mineiros com uma reta final impecável.

O troféu Viva Vôlei de melhor em quadra foi para o central Bruno, do Juiz de Fora. Além dele, o líbero Dayan e os pontas Celestino e Thiago Marques foram os grandes destaques mineiros. Do lado candango, o ponteiro – que virou oposto – Lucaian foi brilhante na decisão, assim como o levantador Carlos Henrique e, os também pontas, Kelvin e Cristiano.

O jogo

Primeiro set

A grande final começou com o Juiz de Fora mandando e desmandando na partida, Paolinette fez quatro pontos de ataque e os mineiros abriram 6/0. Após um pedido de tempo, o Brasília conseguiu reagir, diminuindo para 6/3 após uma bola de xeque do Lucaian.

Depois de trocarem alguns pontos, com direito a erros dos dois lados, o JF voltou a ampliar sua vantagem após quatro pontos seguidos, incluindo duas exploradas de bloqueio com Celestino: 14/6. Com muitos erros de saque, a decisão ficou equilibrada e a diferença se estabilizou na casa dos nove pontos.

Na reta final da parcial, Celestino converteu um ataque forte e marcou 23/13 para o JF. Paulo tocou na rede no ataque do Brasília e deu o set point para os mineiros, no primeiro eles desperdiçaram – com um toque na rede do bloqueio – e no segundo, Dutra errou o saque e garantiu o primeiro set para o Juiz de Fora: 25/14.

Segundo set

Os candangos voltaram com outra postura e, no quinto ponto, assumiram a liderança do placar pela primeira vez na final com um belo ataque de Lucaian, na jogada seguinte o ponteiro explorou o bloqueio e marcou 4/2 Brasília. A vantagem durou pouco e, com muitos erros, os brasilienses permitiram a virada mineira após uma infração de dois toques do Paulo: 7/6.

O Brasília Vôlei seguiu errando muito, deixando o Juiz de Fora na frente e trocando pontos com seu adversário até que Bruno atacou a rede e voltou a deixar tudo igual no placar: 11/11. Lucaian voltou a explorar o bloqueio para fazer com que os brasilienses reassumisse a liderança: 14/13. Depois disso, os times voltaram a trocar pontos sem que ninguém se soltasse no placar.

Porém, o Brasília voltou a cometer muitos erros, o JF capitalizou e abriu 20/17. Kelvin, em duas diagonais, recolocou os candangos na disputa da parcial, mas os mineiros conseguiram converter bons ataques, contaram com um erro na paralela de Lucaian e um no saque de Kelvin – foram 17 da equipe no total do período –  para fecharam o set em 25/21 em uma bola no meio de Pilan.

Terceiro set

Os brasilienses voltaram com tudo, já que precisavam vencer a parcial para continuarem vivos na disputa do título e fizeram 5/1, contando com duas cravadas de Dutra e um ace de Lucaian – o primeiro da final. Sem cometer infrações, o Brasília Vôlei emendou uma sequência que contou com bola de xeque do Cristiano, Lucaian explorando bloqueio, ace de Kelvin e erros do JF para abrir 13/5.

Os times ficaram trocando pontos por bastante tempo e a diferença de oito pontos estagnou até a reta final do período – 20/12. O levantador Carlos Henrique e o ponteiro Cristiano, que entraram no fim do segundo set, estavam fazendo diferença a favor do Brasília, que também contava com uma jornada inspirada de Kelvin.

Com quatro pontos seguidos, incluindo dois bloqueios, o Juiz de Fora assustou os candangos, ao diminuir para 21/16 após uma largadinha de Paolinette. Porém, a equipe não conseguiu reverter a desvantagem e perdeu por 25/20 depois de um ace de Cristiano, em um saque tão forte que, ao tentar defendê-lo, a defesa mineira mandou a bola no teto do ginásio.

Quarto set

O duelo voltou com muito equilíbrio, o JF iniciou um pouco melhor, se aproveitando de um erro de rotação do adversário, mas o Brasília Vôlei se reergueu, fez cinco pontos seguidos – sendo dois em bloqueios e um com uma bola de xeque do Rubbo, vinda de um saque excelente de Kelvin – e marcou 9/6 no placar.

Os brasilienses seguiam melhor em quadra e abriram cinco de vantagem após uma bola de fundo de Lucaian, 14/9. Na sequência eles cometeram três erros, permitiram que os mineiros se aproximassem, 14/12, e fizeram com que Marcelo Thiessen parasse o jogo. A intervenção não funcionou e o Juiz de Fora virou a partida após um grande rali, definido pelos dois toques do Cristiano: 17/16.

A desvantagem pareceu acordar o Brasília, rapidamente a equipe reagiu e abriu 21/19 depois de um ace de Lucaian. O ponteiro, que foi deslocado para a função de oposto durante o jogo, regeu o ataque candango e fez os quatro pontos finais da equipe – dois em diagonais, dois em paralelas – para fechar o período em 25/23 e forçar o tie-break.

Quinto set

As duas equipes começaram a parcial com trocas de pontos, em um duelo muito disputado, com os times explorando os bloqueios e potencializando seus ataques. O Brasília foi o primeiro a abrir dois de vantagem, 7/5, depois de Lucaian conseguir furar o bloqueio adversário. O JF conseguiu empatar com um ace de Bruno, mas os brasilienses voltaram a frente no mesmo fundamento, com Cristiano: 10/8.

Com isso, Marcos Nascimento foi forçado a pedir tempo técnico, funcionou: os mineiros empataram com um bloqueio de Pilan, viraram em uma largadinha de Thiago Marques e ampliaram em um bloqueio duplo – dos dois atletas – 13/11.

Cristiano converteu na pipe, porém o ponteiro Thiago Marques explorou o bloqueio candango e ganhou dois match points para o JF: 14/12. A primeira chance foi desperdiçada, em um erro de saque de Pilan, porém na segunda, o ponteiro responsável pelo último ponto dos mineiros, converteu mais uma, na diagonal e deu o título para o Juiz de Fora, 15/13 no tie-break, 3×2 em sets.

Ficha técnica

JUIZ DE FORA VÔLEI 3×2 BRASÍLIA VÔLEI/UPIS
25/14, 25/21, 18/25, 23/25 e 15/13

JF Vôlei

Gustavo/Paolinetti, Bruno/Pilan, Celestino/Viller. Líbero: Dayan.
Entraram: Erick, Leonam e Thiago Marques.
Técnico: Marcos Nascimento.

Brasília Vôlei

Paulo L./Alex, Rubbo/Dutra, Kelvin/Lucaian. Líbero: Matheus S.
Entraram: Lucena, Carlos Henrique, Thiaguinho e Cristiano.
Técnico: Marcelo Thiessen.

Lucas Bohrer

Jornalista esportivo formado em Comunicação Organizacional pela UnB. Viciado em acompanhar esportes e fascinado pela ideia de poder dar mais visibilidade a modalidades geralmente esquecidas.

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Lucas Bohrer

Um comentário em “Brasília quase vira, mas Juiz de Fora é campeão

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    20 de abril de 2021 em 06:17
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    Faltou pouco, estava 10/8 para o Brasília Vôlei no quinto set 😉, parabéns pela dedicação e assegurar a vaga na elite do Vôlei 😃

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