Foto: Reprodução/LNB

Cerrado tem série positiva quebrada pelo Corinthians

O duelo entre Cerrado e Corinthians, na noite deste domingo (10), ocorreu no ginásio Wlamir Marques, São Paulo, casa do alvinegro – apesar de o mandante ser o verdão do DF. O objetivo dos candangos era manter a boa sequência no NBB e encostar nos times logo acima da tabela. Porém, com um terceiro quarto para esquecer, a derrota veio: 74×71 para os paulistas – parciais de 14×19 / 21×21 / 22×11/ 17×20.

Com o resultado, o Cerrado terminou o turno na décima quarta posição e pode ser alcançado pelo Caxias – que enfrenta o próprio Corinthians na próxima terça. Duelo fundamental para os corintianos, que precisam vencer para se classificar para a Copa Super 8 – em caso de derrota, a vaga é do Franca.

Bruno Lopes escalou o alviverde para começar com Coelho, Paulo, Crescenzi, Ambrosino e Sérgio. Já Demétrius Ferraciú colocou o Timão em quadra com Fischer, Fuller, Miller, Arthur e Siewert.

O Cerrado foi melhor no primeiro tempo e conseguiu controlar seu adversário para manter uma vantagem parcial em um duelo bastante equilibrado. Porém, a volta do intervalo da equipe não foi boa, o Corinthians assumiu as rédeas da partida e conseguiu segurar a vantagem até o final.

Pelo lado candango, o armador Coelho foi o grande destaque, com 20 pontos, 6 rebotes e 5 assistências. O ala pivô Douglas Nunes contribuiu bastante com seus 19 pontos. Já pelos paulistas a trinca composta pelo armador Fischer – 18 pontos e 4 assistências -, pelo ala armador Fuller – 20 pontos – e pelo ala pivô Siewert – 17 pontos e 7 rebotes – foi a grande responsável pela vitória nesta noite.

O jogo

Primeiro quarto

A primeira parte do jogo começou com Ambrosino fazendo a primeira cesta para o Cerrado, logo depois Fuller empatou para o Corinthians e as equipes ficaram trocando pontos em quadra, sem ninguém assumir o placar de forma definitiva até a enterrada de Sérgio, que colocou o alviverde candango com três pontos de vantagem no placar. As equipes pouco pontuaram após, e a parcial do quarto ficou 19×14 Cerrado – vale destacar o belo toco de Muller para o alvinegro paulista.

O grande destaque da primeira etapa foi o armador Coelho, com sete pontos e 100% de aproveitamento – incluindo a única tentativa de três do time -, contrastando com o total dos candangos – apenas 46% nas bolas de dois. Os paulistas ficaram na desvantagem por causa do pífio desempenho na linha de três, acertaram só uma de nove tentativas.

Segundo quarto

Depois de minutos sem nenhuma cesta convertida, Douglas Nunes começou acertando a primeira do quarto e ampliando a vantagem alviverde. Novamente o jogo ficou equilibrado, com trocas de cestas entre os times, porém o Cerrado estava acertando todas suas tentativas de três e ampliou sua vantagem para 29×21 – fazendo o Corinthians pedir um tempo técnico.

A intervenção funcionou, as bolas de longe do alvinegro começaram a cair e o Timão diminuiu sua desvantagem para um ponto: 34×33, após cesta de Fischer. Porém, os candangos reagiram a os times foram para o intervalo com 40×35 para o time verde, vantagem que poderia ser maior, mas Coelho fez apenas um dos três lances livres que teve direito no último segundo.

O ala pivô Douglas Nunes brilhou no quarto, foram 13 pontos e 100% de aproveitamento, Do lado corintiano, Fischer, com seis pontos, e Siewert, com cinco pontos, se sobressaíram em um jogo coletivo funcional. Apesar da melhora paulista no acerto das tentativas de três, os arremessos de longe foram os responsáveis pela manutenção da vitória candanga – foram quatro no segundo quarto.

Na saída para o intervalo, o armador Fischer comentou sobre a atuação do Corinthians no primeiro tempo. “É um jogo importante para nós, porém começamos com a energia errada, cometemos muitos erros defensivos, principalmente em rebotes, e no ataque estávamos sem velocidade, facilitando a marcação do adversário. No segundo quarto conseguimos melhorar um pouco”.

Cestinha do Cerrado até a parada na metade do duelo, Douglas Nunes, creditou a vitória parcial a obediência tática da equipe. “Na maior parte do tempo conseguimos seguir os pedidos do treinador, o que nos deu um aproveitamento maior no ataque. Precisamos continuar assim, aproveitando o melhor momento dos jogadores e evitando quebrar nossas jogadas, sempre que acertamos elas nós tivemos boas chances de pontuar”.

Terceiro quarto

O duelo voltou com erros dos dois lados – foram quatro tentativas até a primeira cesta da etapa com Douglas Nunes, seguida de uma do Fuller antes de mais um período marcado por erros das equipes. As bolas de três do Cerrado pararam de cair e, primeiro, o Corinthians cortou a diferença para um ponto, para depois virar o placar e abrir cinco pontos de vantagem depois de três cestas seguidas de Siewert: 54×49.

Mesmo com um tempo técnico, os brasilienses não conseguiram reagir e foram para a última parte do jogo perdendo de 57×51. Fischer, Fuller e Siewert foram eficientes para o alvinegro, que soube aproveitar um apagão do seu adversário alviverde e assumir o controle da partida. Os paulistas  souberam aproveitar o garrafão – oito cestas de dois no período – e o excesso de erros nas tentativas do perímetro dos candangos – sete arremessos e 0% de aproveitamento.

Último quarto

A etapa final do duelo começou bem equilibrada, com as defesas bem postadas e erros nos ataques – nos primeiros seis minutos foram apenas oito pontos para cada lado. O que manteve a vantagem corintiana até o final, quando o Cerrado fez uma sequência de cestas e botou fogo no jogo ao ficar apenas um ponto atrás: 66×65.

A partida ficou emocionante, e Coelho empatou tudo após falta sofrida junto com uma cesta de dois, arremesso de bonificação convertido e 71×71 no placar – faltando 21 segundos no relógio. Porém, os paulistas souberam utilizar sua posse de bola e, após cesta de Fuller, fizeram 73×71. Os candangos tiveram uma última chance, mas com apenas 2.6 segundos, Crescenzi demorou para sair com a bola e os alviverdes perderam a posse.

O Cerrado ainda cometeu uma falta, Fuller converteu um lance livre e o Corinthians saiu vencedor por 74×71. Não houve tempo para os candangos tentarem o arremesso final. O armador Coelho, com nove pontos, fez o que pôde para reverter a desvantagem alviverde, mas o jogo de equipe paulista funcionou para segurar a vantagem no último quarto do duelo.

Fim de jogo

A derrota de hoje não tirou o ânimo do Cerrado para o returno – a equipe voltará a jogar no próximo dia 26 contra o Minas, no Maracanãzinho. Já o Corinthians fechará sua participação na primeira fase do NBB nesta terça (12), contra o Caxias, buscando a classificação para a Copa Super 8.

Depois do jogo, Fuller comentou sobre a partida de hoje. “Quero ganhar com o Corinthians, o sofrimento faz parte do corintiano, mas com gelo nas veias eu consegui acertar no final e ajudar o time a sair vitorioso. Todos jogaram bem, e graças a Deus consegui fazer a bola final. Agora é focar no Caxias para irmos ao Super 8”.

O armador Coelho, que disse que a partida foi definida nos momentos finais e parabenizou os paulistas pela vitória, falou sobre o momento da equipe do Cerrado e as expectativas para o segundo turno do NBB.

Nós entramos nos trilhos, o início não foi de acordo com as expectativas, mas o grupo é muito bom, assim como a diretoria e o ambiente. Faltava algum detalhe e continuamos trabalhando forte para chegar até aqui. Nos encontramos em quadra, começamos a jogar o feijão com o arroz, melhoramos nossa intensidade e a nossa defesa, além de jogarmos um para o outro. A expectativa é subir na tabela e se classificar para os playoffs. Vai ser difícil, mas o desafio foi aceito e abraçado por todos da equipe. Nosso salário está em dia, parabéns para o Cerrado por toda estrutura que estão nos fornecendo.

Lucas Bohrer

Jornalista esportivo formado em Comunicação Organizacional pela UnB. Viciado em acompanhar esportes e fascinado pela ideia de poder dar mais visibilidade a modalidades geralmente esquecidas.

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Lucas Bohrer

Um comentário em “Cerrado tem série positiva quebrada pelo Corinthians

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    11 de janeiro de 2021 em 11:37
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    Faltou um pouco mais de sorte pela pouca diferença na derrota, talvez pelos erros consecutivos.

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