Fifa altera regras do Futebol e mudanças já valem para o restante do Candangão

Com a colaboração do árbitro Rodrigo Raposo (CBF)

2020 já pode ser considerado um ano “atípico” por conta da pandemia do Coronavírus que assola boa parte do mundo. O futebol ainda sofre as consequências da doença mundial, com a paralisação das atividades em vários estados e a mudança de costumes que decorrerão com as medidas de segurança para evitar o contágio.

Em meio à este fato, em março deste ano a IFAB (International Football Association Board) em consonância com a FIFA realizou diversas mudanças nas regras do futebol, mudanças estas válidas a partir de junho e que visam dar mais “dinamismo” ao futebol e também adaptar ao “novo normal” da pandemia.

Importante destacar que estas regras já estão em vigor e deverão ser implementadas já no retorno do Candangão pela arbitragem do DF. Vamos às principais mudanças:

SUBSTITUIÇÕES

O número de substituições realizadas durante a partida foi extendido de 3 para cinco. Mas o treinador terá apenas três oportunidades durante o jogo para realizá-las. A nova regra permite ainda uma sexta substituição durante uma eventual prorrogação, mesmo que já tenha utilizado as três oportunidades anteriormente. Essa regra é temporária e poderá ser revertida após a pandemia.

BOLA NO BRAÇO

A nova atualização da regra da arbitragem coloca fim em uma velha polêmica do futebol, o domínio de bola com braço ou ombro. O primeiro caso é punível com falta, ao contrário do outro que é permitido. Segundo o periódico expedido à arbitragem, a área de cada uma das partes do corpo é discriminada.

Além disso, a nova regra também prevê que, em caso de toque deliberado no braço do jogador de defesa (dentro ou fora da área) e o atacante rival em posição de impedimento marcar gol, o lance não será invalidado.

Ah, e se caso houver um toque de mão involuntário de um atacante e este ataque não resultar em gol ou chance clara, o lance também não será punido.

COBRANÇAS DE PÊNALTIS

A IFAB em concordância com a FIFA dedicou boa parte de suas atenções em mudanças nas regras de cobranças de pênaltis. Uma das dores de cabeça é com relação ao posicionamento dos goleiros, que de praxe, se adiantam da linha do gol para aumentar as chances de defesa.

A regra diz que, durante uma defesa de pênaltis, se o goleiro se adiantar e não conseguir defender uma cobrança, o lance é validado. Mesma coisa se o cobrador chutar para fora ou bater na trave (desde que o goleiro não toque na bola ou atrapalhe a cobrança do batedor).

Agora, caso o goleiro se adiante e pratique a defesa, o juiz agora além de ordenar a repetição da cobrança deverá punir o jogador com advertência (primeira vez) e cartão amarelo nas subsequentes. Detalhe: estes cartões não são acumulados com outros possíveis cartões que o goleiro acaso tenha cometido durante o jogo. A mesma regra está prevista ao cobrador do pênalti, como toque para trás na cobrança, ou a famosa “paradinha” (quando o atacante interrompe seu deslocamento subitamente para iludir o goleiro).

BOLA AO CHÃO

A bola ao chão é uma forma de reiniciar o jogo de forma temporária após alguma interrupção realizada durante a partida. Na regra anterior, o juiz colocava a bola ao chão e era permitido ao jogador adversário ficar próximo ao lance. Agora o adversário precisa ficar pelo menos a quatro metros de distância da bola. Caso desobedeça, será punido com cartão amarelo.

VANTAGEM SEM AMARELO

Outra novidade que será implementada pela arbitragem é a vantagem. O recurso é utilizado quando o atleta sofre uma infração, mas dá reinício rápido, ou segue a jogada.

A nova regra permite ao árbitro autorizar uma cobrança de falta rápida ou der vantagem em uma infração que “interfira ou interrompa um ataque promissor”. Nesses casos, o cartão amarelo não será aplicado ao infrator, nem mesmo depois do lance concluído.

VAR PARA LANCES SUBJETIVOS

Criado fundamentalmente para dar solução à lances decisivos dos jogos, agora lances que escapam da visão do árbitro também podem ser usados pela ferramenta a fim de auxiliá-lo na tomada de decisões. Lances para expulsões, gols, trocas de identidade por exemplo: numa briga entre jogadores e atletas, como saber quem agrediu quem com exatidão.

REINÍCIO DE JOGO DO GOLEIRO E BITOQUE

Para finalizar, uma nova regra curiosa dá conta sobre a participação do goleiro em cobrança de falta ou tiro de meta. Em ambos os casos, se o goleiro toca para si mesmo (toca na bola mas sem atingir o objetivo de servir a outro companheiro de seu time, acaba recuperando-a de volta), ele será advertido com cartão amarelo ou até vermelho caso impeça uma chance clara de gol. No caso do bitoque (chuta a bola no próprio corpo, coisa difícil de acontecer), o goleiro também é punido.

Marcelo Gonçalo

Formado em Sistemas de Informação, optou pela carreira de Jornalismo a partir de 2008. Jornalista, comentarista e narrador esportivo, foi o principal repórter do site BloGama até 2018.

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