Raio-X: O Botafogo-DF tinha tudo para dar certo, mas não deu

Continuidade. Essa palavra tão repetida no meio do futebol geralmente não costumar aparecer no dia a dia de clubes pequenos do futebol. O Botafogo-DF, porém, quis fazer diferente em 2018. Depois de ser semi-finalista em 2017, o glorioso repatriou o técnico Davi Lima e alguns jogadores importantes da última campanha para ajudar o grupo a, dessa vez, chegar as finais e voltar para a primeira divisão. Além do professor, Junior Bala e Wesley Marques, por exemplo, foram re-contratados. Com um pequeno investimento de um empresário estrangeiro, o clube também ganhou o reforço de oito colombianos e dos consagrados Wesley Brasília, Cauê e Dudu Gago. Porém as boas notícias pararam por aí.

O time até começou com uma vitória sobre o Cruzeiro-DF por 2×0, mas depois engatou dois resultados adversos diante de Legião e Brasília, o que deixou o clube em situação delicada. Uma vitória suada contra o SESP/Samabaense reativou as esperanças da torcida, principalmente porque Wesley Brasília tinha finalmente estreado, e já tinha começado fazendo gols. Mas como já havia perdido dois jogos, o Botafogo-DF chegou na última rodada precisando vencer e torcer por uma combinação de resultados. As combinações não aconteceram e o time sequer conseguiu vencer o Planaltina, terminando assim seu sonho de retornar a elite do futebol candango.

PONTO POSITIVO 

O ponto positivo foi a capacidade do clube de contratar bons nomes. Cauê, Dudu Gago e Wesley Brasília foram nomes disputados por outras equipes, mas que acabaram optando pelo Botafogo-DF. Cauê inclusive chegou a ser anunciado no Brazlândia, mas de última hora pegou a BR060 ao invés da estrutural e foi parar no Novo Gama-GO. Esses três nomes ajudaram a equipe com experiência e também com gols, mostrando assim a importância de contar com jogadores pesados no elenco.

PONTO NEGATIVO

A demora em regularizar os jogadores no BID certamente foi o ponto falho da campanha do Botafogo. A maioria dos colombianos contratados sequer estreou e os medalhões, com excessão do zagueiro Cauê, só entraram em campo com o campeonato já em andamento. O grupo de jogadores, com quase 50 nomes, também se mostrou muito inchado, longe do ideal. Até porque, em certos jogos, faltaram opções para repor peças ou mudar o andamento das partidas. São erros que não devem acontecer, mas acontecem. Se a diretoria estudar bem a situação, pode fazer com que a equipe retorne mais pronta na próxima temporada.

CAMPANHA SEGUNDA DIVISÃO 2018

5 jogos / 2 vitórias / 1 empate / 2 derrotas / 7 gols pró / 7 gols contra

1ª Rodada – Botafogo-DF 2×0 Cruzeiro-DF
2ª Rodada – Botafogo-DF 1×3 Legião
3ª Rodada – Botafogo-DF 1×2 Brasília
4ª Rodada – Botafogo-DF 3×2 SESP/Samambaense
5ª Rodada – Botafogo-DF 1×1 Planaltina

Por Pedro Breganholi

Marcelo Gonçalo

Formado em Sistemas de Informação, optou pela carreira de Jornalismo a partir de 2008. Jornalista, comentarista e narrador esportivo, foi o principal repórter do site BloGama até 2018.

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