Isabelle Guirelli: conheça a história da professora e treinadora multicampeã de basquete

O basquete na vida de Isabelle Guirelli começou ainda na escola, junto com alguns meninos que jogavam como brincadeira. Guirelli começou a atuar pelo Clube Vizinhança com 15 anos de idade, em 1995. Participou da categoria infantil, da categoria juvenil e teve oportunidade de ir a Franca-SP, onde aprimorou mais o basquete como atleta. No ano seguinte, Isabelle recebeu convite para completar um time da categoria adulto na Associação do Senado, onde se destacou. Ainda em 1996, Belle foi convocada para a seleção brasiliense de basquete.

A carreira de Guirelli como atleta foi bem curta, durou apenas cinco anos. Aos 20 anos, ficou grávida e parou de jogar por não conseguir conciliar os horários dos treinos. Com 24 anos, voltou às quadras, mas como veterana, apesar da pouca idade. Isabelle começou a jogar pela AVABRA e se filiou à Associação em que joga até hoje.

Campeã como técnica de Torneio, em Goiânia. Foto: Arquivo pessoal de Isabelle Guirelli.

Em seu primeiro semestre da faculdade de educação física, Guirelli deu início na carreira como professora de basquete na escola Santo Antônio, onde cursou o seu ensino fundamental. Apresentou um projeto, conseguiu criar um time e participou de campeonatos, conseguindo bons resultados. Nos 10 anos em que trabalhou na escola, treinou equipes para os jogos escolares no DF, quando conseguiu títulos, e também participou das olimpíadas escolares em Poços de Caldas, em 2008.

Mesmo muito nova, Guirelli foi gostando de ser treinadora, e passou por diversas equipes. Em 2005, a professora concluiu a sua Especialização em Treinamento esportivo pela Universidade de Brasília, e ressaltou que é fundamental a evolução para quem está envolvido no basquete.

A formação continuada tem que ser uma prioridade para o professor, principalmente para aqueles que querem trabalhar em um alto nível escolar. Nós, que mexemos com basquete, não temos a opção de parar de estudar.

Isabelle Guirelli
Equipe juvenil do Centro de Iniciação Desportiva do Cruzeiro-DF.
Foto: Arquivo pessoal de Isabelle Guirelli

Não só no basquete, mas também em todos os esportes, a disparidade e a dificuldade de inserção e destaque feminino podem ser facilmente observadas. Antigamente, a maior parte das modalidades era composta apenas por times masculinos, Isabelle lamentou por não ocorrer, desde 2017, o campeonato de base feminino de basquetebol. “Um dos fatores para poucas garotas se interessarem pelo basquete acontece por falta de representatividade. As jovens não tem em que se espelhar  e acabam se envolvendo com outra atividade esportiva”, contou.

A professora também falou das ações que estão sendo projetadas para incentivar mais garotas a participarem do basquete. A motivação é necessária porque não adianta apenas trazer as jovens, é necessário também conseguir mantê-las no esporte. Buscar estruturas de competição mais adequadas para esse momento que o basquete feminino está vivendo aqui no DF é fundamental. “É necessário criar ações diferentes para atrair as meninas, torneios de lances livres, desafios de arremessos e movimentos básicos”, sugeriu.

Em maio de 2021, a professora Isabelle foi certificada como técnica de basquete de base da World Association of Basketball Coaches (WABC), algo muito especial para ela e também para o basquete do Distrito Federal. A importância de pessoas com eficiência e prática na área é cada vez maior. Segundo Guirelli, o curso foi bem técnico, com aprimoramento da parte técnica do basquete e com o intuito de passar a atuação que os(as) treinadores(as) devem ter nas equipes de base. Agora, a professora pretende aplicar o que foi aprendido no curso em suas equipes. Atualmente, ela é treinadora no Centro de Iniciação Desportiva (CID) do Cruzeiro.

Guirelli ainda contou de seus sonhos em sua carreira profissional. Realizou dois sonhos que foram: colocar basquete em sua  escola de Ensino Fundamental e a convocação para ser técnica da seleção de base do Distrito Federal. “O meu sonho agora é massificar o basquete em nossa capital. Aumentar a quantidade de praticantes seria incrível. O DF tem tudo para ser a capital do basquete”, explicou.

Filipe Fonseca

Técnico em Informática e Estudante de jornalismo. Falo e escrevo sobre esportes e músicas. Torcedor nas horas vagas.

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