Foto: Júlio César Silva

Pela primeira vez na elite, Real atinge objetivo, mas deixa impressão de que poderia mais

No seu terceiro ano de projeto, o Real Brasília feminino já alcançou grandes resultados. As Leoas do Planalto são atuais bicampeões candangas e conseguiram o acesso na primeira vez que disputaram a Série A2 do Brasileiro Feminino.

E no seu primeiro ano na elite, não foi diferente. Ganhou quatro jogos, empatou seis e perdeu cinco, conquistando 18 pontos e terminando o campeonato na 10ª colocação. A equipe começou a temporada com o objetivo de garantir a permanência, e chegou a ficar na zona de classificação para o mata-mata, mas acabou oscilando na reta final, e por três pontos não se classificou para a segunda fase.

Ótimo começo

O Real Brasília fez um bom primeiro terço de campeonato, inclusive tendo o segundo melhor começo de um time promovido da Série A2. As Leoas venceram três dos cinco primeiros jogos, alcançando a sexta posição com a mesma pontuação que o time vice-líder naquele momento.

O principal destaque das Leoas no início foi a defesa, que sofreu apenas cinco gols nas seis primeiras partidas. Mas do outro lado, o ataque deixou a desejar, com apenas cinco gols nos seis primeiros jogos.

Sequência ruim

Após um início bastante promissor, o Real teve uma queda de desempenho e ficou o restante do campeonato sem vencer, empatando jogos cruciais mesmo saindo na frente do placar e jogando em casa, como contra Flamengo, Bahia e Minas. Fora de casa, foi goleado pelos times paulistas, além de perder pontos importantes contra o Napoli, que acabou rebaixado.

Não se pode deixar de enfatizar também que o técnico Adilson Galdino sofreu bastante com atletas no DM, chegando a ter nove desfalques no jogo contra o Santos, além de ter algumas jogadoras como a zagueira Isa jogando no sacrifício.

Apesar da sequência ruim, o Real Brasília se despediu do Brasileirão com uma boa vitória em cima do Internacional, que naquele momento era o quarto colocado.

Momento histórico

O Real participou de um momento histórico para o futebol feminino do DF, tendo pela primeira vez um jogo transmitido na TV aberta na partida contra o líder Corinthians. Jogo em que a equipe até começou ganhando e chegou a ameaçar a vitória do time paulista, mas acabou derrotada por 5×2.

Destaques

Não dá para falar de destaques sem começar pela goleira Flávia, que foi regular durante o campeonato e essencial nos pontos conquistados pelas Leoas. Além dela, as zagueiras Isa e Rafa também responsáveis diretas pelos melhores momentos da equipe no decorrer do torneio.

Foto: Júlio César Silva

Camila Pini comandou o meio-campo, fez dois lindos gols e com toda sua experiência e classe, também se destacou pelo seus belos passes. O maior destaque ofensivo fica por conta de Dani, que deu seis assistências, participando então de 50% dos gols das brasilienses no campeonato.

A atacante Gadu fez dois gols no Brasileirão, garantindo diretamente quatro pontos para as Leoas, mas há expectativa que ela possa melhorar mais e repetir a ótima média que teve no Bahia, quando marcou 32 gols em 14 jogos, além de ter sido a artilheira da Série A2 de 2020 com 11 gols em seis jogos.

João Paulo

Jornalista apaixonado em contar as histórias que o esporte proporciona. Boêmio e torcedor nas horas vagas.

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