Foto: Patricy Albuquerque

Em noite de muitos erros, Brasília Vôlei é derrotado pelo Osasco

Em noite marcada por erros de recepção e saque, o Brasília Vôlei foi derrotado por 3 sets a 0 pelo Osasco, vice-líder da Superliga Feminina, dentro de casa, no Ginásio Sesi Taguatinga.

Ambas as equipes vinham de grandes vitórias na rodada anterior. As candangas venceram o São Paulo/Barueri de virada, enquanto as paulistas, sem dificuldades, ganharam do Praia Clube por 3×0.

Novamente o Osasco entrou em quadra com seu treinador, Luizomar de Moura, como assistente, já que ele aos poucos se recupera da covid-19. Jeferson Arósti, o assistente original, assumiu o comando temporário.

Primeiro set

A partida começou marcada por erros. Dos três primeiros pontos do Brasília, dois foram causados por erros de saque do Osasco. Mas do outro lado, o problema das mandantes era na recepção, que por ser ruim, dificultava um bom ataque.

Após o terceiro erro de ataque do Brasília, que resultou em 9×6 para o Osasco, o técnico Rogério Portela pediu o primeiro tempo técnico, mas de pouco adiantou.

O primeiro rally da partida durou 37″, e acabou em ponto do Osasco. Tandara cortou bem, e a bola tocou na defesa antes de sair da quadra. 11×7 para as visitantes.

Ariane, maior pontuadora da Superliga Feminina, conseguiu um bom saque e marcou seu 21º ponto nesse fundamento. O técnico Rogério precisou pedir mais um tempo, dessa vez para pedir uma maior atenção para o bloqueio.

No segundo rally, dessa vez de 25″, a levantadora do Osasco, Roberta, devolveu a bola de 2ª, enganando a defesa do Brasília e marcando mais um ponto.

Após uma boa jogada, Paquiardi conseguiu o ataque e o Osasco bloqueou, mas na volta, bateu nas costas da ponteira, dando o ponto para as paulistas. O Brasília conseguiu mais um ponto após Jaque tocar na rede e cometer a infração. 23×16.

Mais uma infração de toque na rede, dessa vez da Paquiardi, e set point do Osasco, que fechou o período após o ataque da Aline ser bloqueado e voltar para a própria quadra.

Com um set irregular, o Brasília não se encontrou em quadra. Do outro lado, o Osasco teve como principal fundamento o bloqueio, e Tandara foi a maior pontuadora com seis pontos.

No intervalo entre os sets, o gerador que fornecia a energia para o Sesi Taguatinga parou de funcionar, e por isso, foram 26 minutos de paralisação.

Segundo set

O Brasília começou o segundo set com uma atitude diferente, e marcou os dois primeiros pontos do período. Mas após um bloqueio adversário e um ataque para fora, o Osasco empatou.

Ju Carrijo levantou para Edna usar a força e atacar direto para a quadra adversária. Após erros seguidos, as paulistas abriram 7×4. Tentando se recuperar, Paquiardi salvou uma bola no fundo da quadra e o Brasília voltou a pontuar.

O técnico Rogério pediu o primeiro tempo do set após Neneca tentar o ataque na diagonal e cortar direto para fora. Nesse momento o placar marcava 11×8 para o Osasco.

Os erros voltaram a assombrar o Brasília Vôlei. Seja com o saque na rede ou o ataque direto para fora, a equipe não conseguiu manter a regularidade e seguiu dando a bola às adversárias.

Antes que as paulistas abrissem oito pontos de vantagem, Aline conseguiu o bloqueio simples e fez a equipe voltar a pontuar. No ponto seguinte, Mayany encostou na rede e deu mais um ponto para as brasilienses. 18×13 para o Osasco.

Após mais um erro de recepção do Brasília, a bola voltou direto para a quadra das visitantes e a central Paracatu não perdoou, fazendo 21×15. Em seguida, o erro foi no posicionamento da defesa, e as paulistas marcaram mais uma vez.

Afastada da rede, Ariane tentou explorar o limite da quadra tirando da defesa e jogou direto para fora. Neneca conseguiu o ataque e o ponto, mas errou novamente no saque e deu o set point para o Osasco, que fechou o período com Tandara. 25×17.

Terceiro set

Mais uma vez o Brasília saiu na frente, mas Edna errou o saque e deixou tudo igual no placar. A partir do 4×4, a disputa seguiu ponto a ponto, até que, após dois erros seguidos de ataque do Osasco, as mandantes abriram 9×7.

A boa sequência de pontos do Brasília Vôlei foi quebrada após ataque de Paracatu. E com um bloqueio de Mayany, o Osasco voltou a empatar o set em 11×11

Com uma bela linha de bloqueio, as paulistas conseguiram a virada e ofuscou o ataque do Brasília. E o jogo voltou a ser disputado ponto a ponto, com ambas as equipes reclamando muito das decisões da arbitragem.

Edna fez o ponto do 18×18 e deixou a quadra para a entrada de Silvana, direto para o saque. Paquiardi defendeu bem no bloqueio, deixando o Brasília à frente do placar mais uma vez.

Sonaly entrou para sacar e jogou direto para fora. Em seguida, Tandara explorou o bloqueio e conseguiu empatar novamente o período.

No 22º ponto, Jaque deu uma largadinha por cima do bloqueio e Letícia não conseguiu chegar para salvar a bola. Novo tempo técnico e o técnico Rogério pediu atenção nas viradas de bola.

Com bom ataque, Paula cortou forte e Tandara não conseguiu dominar. Mas em seguida, como aconteceu em diversas vezes no jogo, o Brasília errou o saque e deu o ponto para as adversárias.

Após a bola bater no bloqueio e ir direto para fora, Osasco recebeu mais uma vez a chance de fechar o set, e consequentemente, o jogo. E em mais uma bola de 2ª da levantadora Roberta, fez o ponto da vitória.

Fim de jogo

Após mais um jogo vencido por 3×0, a levantadora da equipe paulista, Camila Brait, recebeu o prêmio Viva Vôlei e falou sobre a partida. “Foi um jogo importante, e que deve se repetir nos playoffs. No terceiro set demos uma caída, sabemos que não dá para perder a atenção, mas mesmo assim foi uma boa partida”.

Ariane, oposta do Brasília, comentou sobre a grande quantidade de erros no jogo. “Tivemos muitos erros de saque e de defesa, me incluindo nessa, e eles fizeram a diferença hoje. A gente precisa concentrar agora para os próximos, temos um jogo difícil pela frente”.

Mesmo com a derrota, o Brasília Vôlei segue na zona de classificação para a próxima fase, e volta a entrar em quadra na sexta (26), contra o Sesi São Paulo. Já o Osasco joga no sábado (27), contra o São Caetano.

Camila Bairros

Jornalista pós-graduada em jornalismo digital. Escrevo sobre o esporte candango e nas horas vagas assisto mais futebol

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