Brasília segue seu calvário no NBB

Depois da derrota acachapante para o Flamengo no último domingo (31), o Brasília voltou a quadra hoje (7) para se reabilitar na competição contra a Unifacisa. O duelo ocorreu no ginásio da ASCEB nesta tarde, mas novamente a equipe candanga saiu derrotada – em dezembro o adversário paraibano também venceu. Os nordestinos ganharam de 103×86, parciais de 27×23 / 24×21 / 23×20/ 29×22.

O time brasiliense precisará lutar para sair da ingrata última posição e melhorar na tabela do torneio. O próximo duelo do Brasília é já na terça-feira (9) contra o Fortaleza, novamente na ASCEB, às 20 horas. A Unifacisa enfrentará o Cerrado no mesmo local e data, às 17 horas, para seguir lutando pela melhor posição possível para a classificação aos playoffs.

Ricardo Oliveira colocou os brasilienses para começar com Nezinho, Samuel Yeager, Laster, Gemerson e Caio Torres. Já César Guidetti escalou os paraibanos com Arthur Pecos, Morillo, Felipe Vezaro, Rafa Oliveira e Paranhos.

Novamente o time do DF começou bem a partida e cansou com o decorrer do tempo. Apesar de todos os atletas estarem relacionados, a rotação foi baixa – três sequer entraram – e a equipe sentiu a falta de gás, principalmente no segundo tempo. A Unifacisa se aproveitou disso, rodou o time, contou com excelentes atuações dos jogadores que vieram do banco e conseguiu a vitória sem muitos problemas.

Samuel Yeager, o ala americano do Brasília, foi mais uma vez o cestinha da partida, dessa vez com 26 pontos. O atleta segue com ótimas atuações individuais, porém o cansaço da equipe com o decorrer dos jogos faz com que seu desempenho não seja suficiente para alçar o time às vitórias. Yeager também liderou as estatísticas em rebotes e assistências – sete de cada.

Pela Unifacisa, o cestinha foi o ala Betinho – 19 pontos – seguido do armador Barnes, 18, do ala Morillo, 15, e do ala pivô Rafa, 11. Os pivôs Paranhos e João Vitor lideraram as estatísticas de rebotes, sete e seis respectivamente, e os armadores Sahdi e Arthur Pecos as de assistências, sete e seis.

O jogo

Primeiro quarto

A primeira parte da partida começou com o Brasília indo pra cima e fazendo cinco pontos rapidamente, porém a Unifacisa reagiu e virou o placar para 9×7, o que fez o técnico candango parasse o duelo para conversar com seus comandados.

Demorou um pouco, mas a equipe da capital federal reagiu e o jogo ficou equilibrado, com os times trocando pontos e muitas bolas de três caindo, em uma delas, de Arthur, os brasilienses viraram para 20×19. Mas pouco durou, e os paraibanos engataram duas do perímetro, com Betinho e Barnes, para abrir vantagem, diminuída no fim do período com dois lances livres de Pedro Rava: 27×23 para os visitantes.

Com excelente aproveitamento nas bolas de três, cinco de 10, a Unifacisa conseguiu criar uma boa vantagem na etapa inicial do duelo. Os destaques individuais foram o pivô Caio Torres do Brasília, seis pontos e 100% de aproveitamento; o armador Barnes – números idênticos ao do seu adversário; e o ala Morillo – sete pontos – da Unifacisa.

Segundo quarto

A volta para a quadra foi com Barnes fazendo a primeira cesta para os paraibanos. Mas os candangos reagiram, contando com duas bolas do perímetro de Samuel Yeager, e reassumiram a liderança da partida com 35×32 no placar. O que fez César Guidette pedir um tempo técnico para renovas os ânimos de sua equipe. A parada fez bem à Unifacisa, que reagiu e voltou a comandar o duelo, com Morillo se destacando.

O jogo continuou equilibrado até a estrela de Rafa brilhar, primeiro o ala pivô contribuiu com dois lances livres importantes. Porém foi seu papel defensivo que fez a diferença para os paraibanos voltarem a respirar. O camisa 16 deu um toco em Arthur e depois roubou uma bola que terminou em cesta de Paranhos, Barnes ainda ampliou para 49×42. Marcelão chegou a diminuir, só que Vezaro manteve a vantagem em sete pontos antes do inervalo: 51×44 Unifacisa.

Como vem sendo comum nas partidas do Brasília, o ala Samuel Yeager carregou o time no segundo quarto, foram 11 pontos do americano no período. A Unifacisa contou com boa atuação coletiva, foram sete atletas pontuando na etapa e, mesmo com uma queda nos arremessos do perímetro, conseguiu ampliar sua vantagem, muito por causa do desempenho ruim dos candangos nos lances livres e dentro do garrafão.

O ala pivô Gemerson, do time da capital, voltou a jogar hoje após uma cirurgia para retirada de uma hérnia inguinal – ele não atuava desde 23 de novembro – e comentou sobre a partida. “Estou muito feliz de estar de volta, estava difícil ficar longe da equipe com esses resultados negativos. Lógico que não estou no meu ideal, mas essas semanas foram importantes para recuperar minha melhor forma. A gente estava controlando o jogo até o fim do segundo quarto, agora é se concentrar mais nas bolas fáceis e difíceis para reagir na parte final do jogo”.

Quem também falou um pouco sobre o duelo foi o armador Barnes, da Unifacisa. “O nosso time precisa melhorar nos rebotes e continuar parando os ataques do Brasília para mantermos a vantagem e sairmos vitoriosos. Não me preocupo em ser reserva ou titular, só quero contribuir com o Unifacisa para somarmos pontos”.


Foto: Matheus Maranhão
Terceiro quarto

O duelo voltou com o Brasília equilibrando a partida e trocando pontos com seu adversário. Após um sequência de lances livres bem aproveitados, os candangos cortaram sua desvantagem para apenas três, 61×58, porém a Unifacisa voltou a emendar cestas certeiras e abriu 10 pontos, marcando 70×60 no placar.

O técnico da casa chegou a pedir tempo, tentar diminuir a diferença no placar, mas um arremesso de Betinho no estouro do cronômetro manteve a vantagem paraibana ao fim do período: 74×64.

Com Yeager apagado, coube a Arthur liderar os brasilienses em quadra, com sete pontos e três rebotes. Porém, a Unifacisa soube aproveitar o grande números de erros do adversário para ganhar outro quarto e ampliar a vantagem geral, com outra boa atuação coletiva.

Último quarto

A etapa final do jogo começou com os candangos ensaiando uma reação com cesta de Pedro Rava, mas sem sucesso. O time desandou em quadra, deixando o cronômetro estourar duas vezes por distração e o adversário converter seis ataques consecutivos – com direito a nove pontos de Betinho. A vantagem chegou a 85×66 e a vitória ficou inalcançável.

Depois disso o tempo foi só protocolo, os times trocaram pontos e a diferença de 19 pontos iria se manter, mas nos últimos segundos – com o jogo definido, atletas não costumam tentar converter cestas na última posse de bola – Samuel Yeager foi sozinho fazer uma bandeja e por números finais na partida: 103×86 Unifacisa.

Em termos individuais, Yeager – oito pontos – e o ala Betinho, da Unifacisa – nove pontos – foram os grandes destaques. Mas o grande diferencial para os paraibanos foi o alto aproveitamento da linha de três, foram cinco acertos em sete tentativas, enquanto os brasilienses erraram os três arremessos do perímetro.

Fim de jogo

Com mais uma derrota, os jogadores do Brasília saíram rapidamente de quadra, sem dar entrevistas. É importante descobrir como rodar a equipe sem decair o nível de jogo, para que todos atletas tenham um tempo de descanso necessário. O próximo jogo, contra o Fortaleza, promete ser mais difícil, uma vez que a equipe cearense é a quinta colocada no NBB.

Com isso, o único a falar após o fim do duelo foi o ala Betinho, do time paraibano. Ele comentou sobre a evolução da Unifacisa no segundo tempo do duelo. “Primeiramente, soubemos tirar o Yeager da partida no terceiro quarto. Ele vinha tendo um aproveitamento bom, jogando como gosta e conseguimos tirar isso para abrir 10 pontos de vantagem. No ataque tivemos sabedoria para encontrar os posicionamentos adequados, o que aumentou o nosso aproveitamento”.

Após a partida com maior pontuação dos paraibanos na temporada, o ala também disse que a equipe possui um elenco muito grande, que pode rodar os jogadores o tempo inteiro sem cair o nível, afirmando que o próximo passo é evoluir, uma vez que os próximos jogos serão difíceis e ele precisam se concentrar para conseguir mais vitórias.

Lucas Bohrer

Jornalista esportivo formado em Comunicação Organizacional pela UnB. Viciado em acompanhar esportes e fascinado pela ideia de poder dar mais visibilidade a modalidades geralmente esquecidas.

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Lucas Bohrer

Um comentário em “Brasília segue seu calvário no NBB

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    7 de fevereiro de 2021 em 22:42
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    Quem sabe, vai que ganha do Fortaleza no próximo jogo para animar os brasilienses😃

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