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Com apagão no final, Brasília não segura Mogi e perde mais uma

Na noite desta sexta (8), o Brasília enfrentou o Mogi no ginásio Wlamir Marques, São Paulo, casa do Corinthians, para tentar quebrar a sequência de derrotas e sair da lanterna do NBB. Porém, o time candango não conseguiu manter sua vantagem sobre os paulistas no último quarto e saiu de quadra com outro revés na conta: 90×86 (21×14 / 14×22 / 25×28 / 30×22).

Com o resultado, os brasilienses fecharam o turno na décima sexta – e última – posição, enquanto os mogianos seguem em oitavo, dependendo apenas de uma vitória contra o Caxias para garantir sua participação na Copa Super 8.

Mica escalou o Brasília para começar com Jefferson, Samuel Yeager, Laster, Diego e Caio Torres. E Guerrinha colocou o Mogi em quadra com Fúlvio, Coleman, Fabrício, Wesley e Kurtz.

O jogo foi apertado, os candangos saíram atrás, mas conseguiram virar e comandar o placar até o último quarto, contando com muitos erros dos paulistas nas três primeiras parciais. Depois da saída de Caio Torres, lesionado, o time da capital não conseguiu manter o ritmo e, mesmo com uma atuação brilhante do ala Samuel Yeager – 32 pontos, 11 rebotes e seis assistências -, o Brasília não foi páreo para o Mogi.

Os paulistas conseguiram sair vitoriosos graças a uma boa atuação coletiva, diversas bolas de três e ótimos números dos pivôs Gruber – 21 pontos e seis rebotes – e Wesley – 19 pontos, oito rebotes e quatro assistências -, além do armador Fúlvio – 16 pontos, seis rebotes e nove assistências.

O jogo

Primeiro quarto

A primeira parte do jogo começou com muitos erros – a primeira cesta aconteceu com mais de três minutos de duelo, com Wesley para o Mogi. Após algumas trocas de pontos, o time paulista abriu oito pontos de vantagem com um arremesso de três do Wesley, abrindo 14×8. Foi nessa hora que Samuel Yeager entrou no jogo, diminuiu a desvantagem do Brasília, mas viu o time sair perdendo de 21×16 na parcial depois de um arremesso no estouro do cronômetro de Cassiano: 21×14.

A diferença do quarto foram as cestas de três. A equipe da capital federal não acertou nenhuma das sete tentativas, enquanto os mogianos acertaram três das cinco. O cestinha da parcial foi o pivô do time paulista, Wesley, com sete pontos. Pelos candangos, o ala Samuel Yeager foi o destaque, com seis pontos.

Segundo quarto

A reação no final da primeira parcial animou os candangos, que voltaram para a quadra tentando diminuir a vantagem após a primeira cesta de três da equipe no duelo, com Gabriel: 22×19 Mogi. Os paulistas reagiram, voltando para a diferença de sete pontos, mas logo depois sofreram um apagão e o Brasília virou o jogo após cesta de dois de Samuel Yeager, 31×29. Depois disso, as equipes trocaram pontos até o final do quarto, com vitória parcial dos brasilienses por 36×35.

Novamente os arremessos de três fizeram a diferença, dessa vez, a favor dos candangos, que acertaram quatro de sete, enquanto os adversário apenas dois de seis. O armador Gabriel foi o grande destaque da parcial, com oito pontos para o Brasília.

Na saída para o intervalo, o armador do Mogi, Fúlvio, não poupou na hora de criticar sua equipe. “Postura lamentável da nossa equipe, tanto defensiva quanto ofensivamente. Precisamos explorar os contra ataques, correr e subir a defesa, ou seja, vir de novo, acho que estamos no ônibus ainda”.

Já o armador Gabriel, destaque da parcial, elogiou o armador adversário. “Um dos armadores que são ídolos para mim no Brasil é o Fúlvio, junto com o Nezinho, é um prazer enorme jogar contra o Fúlvio e ter o Nezinho ao meu lado no Brasília”. Gabriel também disse que a sua equipe precisava consertar alguns erros para a segunda etapa, para não levar mais pontos em bolas “bobas”.

Foto: Reprodução/LNB

Terceiro quarto

O duelo voltou com trocas de cestas dos times, até uma sequência fulminante do Brasília, que chegou a abrir 10 pontos de vantagem após arremesso de três de Laster. Porém, após um tempo técnico de Guerrinha, o Mogi conseguiu reagir e cortar a diferença para quatro pontos no final da parcial, 64×60, após dois lances livres de Lessa. O quarto foi marcado pela grande quantidade de cestas convertidas, diferentemente do primeiro tempo.

Com muitas faltas dos paulistas, os brasilienses tiveram 12 lances livres na parcial – em um deles, Caio Torres se lesionou e deixou a quadra mais cedo – e acertaram oito, o que foi fundamental para o aumento da vantagem no placar. O ala Laster, com oito pontos, e o pivô Caio Torres, com sete, foram os destaques do Brasília no quarto, enquanto o pivô Gruber fez oito para o Mogi.

Último quarto

Com apenas 10 minutos para tentar a virada, o Mogi veio com tudo. Rapidamente o time cortou a vantagem adversária para um ponto e foi questão de tempo para reassumir a liderança no placar e abrir sete pontos de vantagem, e om uma atuação de gala de Gruber após cesta de três de Fabrício: 78×71.

Porém, Yeager voltou a vestir o terno dentro de quadra e liderou a reação candanga. Após uma cesta de três do ala, o Brasília cortou a vantagem para dois, 86×84, e trouxe emoção para a reta final do duelo. Apesar disso, a equipe da capital falhou logo depois em dois momentos crucias: em bandeja de Gabriel e arremesso de três de Arthur, e não conseguiu a reação final. 90×86 Mogi, após um lance livre de Wesley, e fim de jogo.

Os paulistas, que erraram muito durante toda a partida, não cometeram nenhum deslize no último quarto e converteram cinco bolas de três em nove tentativas, o diferencial para a virada e a vitória. Um triunfo coletivo, uma vez que o grande destaque da parcial foi o ala Samuel Yeager, que fez 15 dos 22 do Brasília, com 100% de aproveitamento em seus arremessos.

Fim de jogo

Após a derrota de hoje, o Brasília só voltará a quadra no fim de janeiro. Em jogo válido pelo returno, enfrenta o Pato Basquete no próximo dia 26. Já o Mogi enfrentará o Caxias no domingo (10), às 16 horas, para definir a sua classificação, ou não, para a Copa Super 8.

Depois do jogo, o pivô Gruber comentou sobre a atuação do Mogi. “Nossa primeira parte foi correndo atrás deles. Conseguimos melhorar no terceiro quarto, apesar da grande produtividade do adversário em quadra, mas na última parcial, conseguimos uma vantagem na liderança que nos ajudou a fechar bem o jogo”.

Já o grande destaque da partida, o ala Samuel Yeager, que fez sua maior pontuação na carreira com os 32 pontos da noite, falou sobre o que faltou para o Brasília e as perspectivas para o resto do NBB. “Nós perdemos o jogo nas bolas de três e nas faltas técnicas, que fizeram a diferença no final. Agora é treinar consistentemente e aumentar o entrosamento da equipe, para então melhorarmos na segunda fase do campeonato”.

Lucas Bohrer

Jornalista esportivo formado em Comunicação Organizacional pela UnB. Viciado em acompanhar esportes e fascinado pela ideia de poder dar mais visibilidade a modalidades geralmente esquecidas.

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Lucas Bohrer

Um comentário em “Com apagão no final, Brasília não segura Mogi e perde mais uma

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    9 de janeiro de 2021 em 10:30
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    Gostaria que o Brasília tivesse a chance de entrar no super oito, que venha essa segunda fase do NBB para torcermos mais.

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