Arte: Guilherme Martins/DFSports+

Mesmo sem apoio, futebol de Brasília cresce no cenário nacional

Em janeiro, saiu a notícia que o tradicional apoiador do futebol candango, o Banco de Brasília, não teria garantido o patrocínio para os clubes em 2020. Alguns meses se passaram, e a pandemia do novo coronavírus suspendeu o futebol pelo país.

Em abril, o governador Ibaneis Rocha declarou que Brasília não tinha grandes clubes de futebol, e por isso, não pensava na retomada dos campeonatos naquele momento. Os clubes da capital já passavam por dificuldades enquanto os campeonatos estavam sendo realizados, e sem, foram deixados ao relento.

Pouco depois, Ibaneis bancou o patrocínio do BRB para o Flamengo, equipe do Rio de Janeiro. E pela primeira vez, um banco estatal patrocinava um time de outro estado no Brasil.

Promessa de patrocínio

Após anunciar o patrocínio para o Rubro Negro carioca, o BRB recebeu diversas críticas dos apoiadores do esporte local. Por isso, garantiu um programa de patrocínio para o futebol candango. “Talvez, pela primeira vez na história, a gente esteja falando da elaboração de um plano para elevar o futebol de Brasília a outro patamar”, afirmou o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Apesar da promessa, apenas a equipe do Minas Brasília recebeu o apoio. As outras equipes não conseguiram a certidão negativa, e por isso, não receberam o pagamento.

Sem apoio, mas com bom futebol

Apesar de não contar com apoio do governo, as equipes de Brasília surpreenderam na temporada, se destacando nas competições nacionais em que participaram.

Na elite do futebol feminino, o Minas Brasília terminou em 12º lugar no Brasileirão Feminino Série A1 e, apesar de não conseguir passar para a segunda fase, se manteve na primeira divisão.

Já o Real Brasília conseguiu a vaga para a Série A2 do Brasileirão Feminino neste ano pela primeira vez, e em sua campanha de estreia, já conseguiu a vaga para as quartas de final da competição após passar pelo 3B com uma vitória e um empate.

Nas quartas de final, as Leoas do Planalto vão enfrentar o Tiradentes-PI, que na última fase passou pelo América-MG após perder o jogo de ida por 1×0 e vencer o de volta por 2×0. No próximo domingo (5), as equipes se enfrentam às 15h, no Defelê. Quem passar, garante uma das vagas no Brasileirão Feminino A1 de 2021.

Série D

Foto: Igo Estrela/Metrópoles

No masculino, os dois representantes do quadradinho no futebol nacional fecharam a primeira fase da Série D do Brasileirão como melhores equipes na classificação geral.

O Gama fez uma ótima campanha no começo do campeonato. Mesmo sem receber salários desde o início do ano, a equipe alviverde foi sofrer a primeira derrota apenas na 10ª rodada, para o Tupynambás, por 1×0.

Mas em uma crise financeira sem fim, a equipe passou por momentos de greve, sem treinamentos, promessas que não foram cumpridas, e acabou perdendo a liderança do grupo para o rival nas últimas rodadas da primeira fase.

Do outro lado, o Brasiliense não fez um bom começo de Campeonato Brasileiro. Mas com uma boa sequência de jogos na reta final, com um empate e nove vitorias nos últimos 10 jogos, conseguiu assumir a liderança do grupo A6.

Com isso, o DF dominou a classificação geral da Série D. O Jacaré terminou na primeira colocação, e enfrenta o Real Noroeste na próxima fase, decidindo em casa. Já o Gama jogará contra o Goianésia, e também decide em casa.

Então, mesmo sem o dinheiro prometido, o bom futebol prevaleceu. Para 2021, o DF segue com plenas chances de contar com mais uma equipe feminina na Série A1. No masculino, as equipes só têm a chance de se enfrentar na semifinal, então ambas podem se classificar para a Série C do Brasileirão.

Camila Bairros

Jornalista pós-graduanda em jornalismo digital. Trabalha com esportes e, nas horas vagas, assiste futebol e pratica mais esportes.

Camila Bairros tem 116 posts e contando. Ver todos os posts de Camila Bairros

Camila Bairros

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *