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Paula Chiarotti deixa o Pilots rumo ao Phoenix Red Tails

O Brasília Pilots enviou mais uma jogadora para os Estados Unidos. Paula Chiarotti, 30 anos, foi confirmada nesta quarta-feira (10) como reforço do Phoenix Red Tails, equipe do Arizona-EUA. O time faz parte da primeira liga profissional de futebol americano feminino, a WFLA, que estreia em 2021.

Paula jogava na linha defensiva do Pilots desde a fundação do clube, em 2016. A atleta participou das grandes campanhas da equipe, que chegou às semifinais nacionais por três vezes consecutivas. Além de jogadora, Paula ocupou também um cargo na diretoria do Pilots.

Além do Phoenix, outras equipes se interessaram por Paula. “Entrei em contato com diversas equipes, praticamente todas que encontrei online. Tive reuniões com alguns times e participei de combines online [espécie de ensaio onde atletas se apresentam aos clubes]. Porém, a tratativa, sinceridade e postura do Red Tails foi o que me convenceu a tomar a decisão de ir para lá”, contou a atleta.

Outras brasileiras

O Red Tails ainda conta com outras brasileiras, como a ofensive line da seleção brasileira e companheira de time de Paula no Vasco Patriotas (atual America Big Riders-RJ), Rubia Agatz. Leticia Pereira, ex-Portuguesa, e atletas do Sinop Coyotes e Bangu Castores também já acertaram com o Red Tails.

A presidente do Red Tails americana, Jesse Galloway, falou sobre a diversidade do time, que terá atletas de vários países. “Eu amo o fato de sermos uma equipe muito diversificada de todo o mundo. Teremos muito a agradecer quando as coisas ficarem difíceis como equipe. Não precisa ser alguém da sua cidade natal ou da sua raça para você ter uma conexão ou relacionamento, é preciso uma irmandade forte, e é isso que teremos aqui”, afirmou.

A dona da equipe, Kimberly Box, empresária há mais de 25 anos, comentou sobre algumas qualidades que busca nas atletas e que guiaram a escolha das jogadoras, como Paula. “Compus uma lista de algumas das principais características esperadas dos membros da equipe dentro e fora do campo: profissionalismo, dedicação, motivação, jogadora de equipe, disposição, confiabilidade, honestidade, trabalho, postura esportiva, consistência, liderança… Ou seja, buscamos atletas campeãs”, disse Kimberly, confiante.

Nova WFLA

A nova liga WFLA (Women’s Football League Association) foi fundada oficialmente em 2018, com o objetivo de profissionalizar o futebol americano no âmbito feminino. Os primeiros combines aconteceram em 2019 e os primeiros combines virtuais em 2020 graças à crise da covid-19.

A liga tem 32 times e duas divisões. Cada equipe terá em média 18 jogos televisionados no país norte-americano. A WFLA é a primeira liga profissional na modalidade, onde todas as atletas serão remuneradas.

Com a pandemia da covid-19, todos os eventos da liga foram adiados para o final do segundo semestre de 2020. As atividades, no entanto, devem ser normalizadas em 2021. A pré-temporada do Red Tails começará em março de 2021, e a temporada oficial em maio.

Rômulo Maia

Jornalista e goleiro de futebol. Apaixonado por todos os tipos de esportes e pelo Jornalismo. Defende que as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens, e que os mais carentes tenham incentivo à prática do desporto. "O esporte é a ferramenta de inserção social mais eficaz, pois o resultado é imediato e as transformações são surpreendentes."

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