Foto: Marcelo Gonçalo

Heli Carlos: “A gente aprendeu a apanhar”

Em grande fase no Candangão 2020, o Formosa é prova viva de que uma equipe pode começar mal no campeonato e reagir em grande estilo. Depois de estrear na competição sofrendo uma goleada por 4×0 para o Real Brasília, o Tsunami soube encontrar a melhor formação do time e vem subindo na tabela de classificação.

Já são três vitórias consecutivas. A primeira foi em casa quando sofreu para vencer o Unaí pelo placar mínimo. Mas nas duas rodadas seguintes viria a afirmação: Vitórias sobre Capital (3×0 fora de casa) e Luziânia (3×2 no Serra do Lago).

A boa fase passa pelo técnico Heli Carlos. Ex-atacante do próprio time, o treinador já está na sua segunda temporada consecutiva no clube. Falando à reportagem do DF+ o jovem treinador do Tsunami revelou o baque que sofreu na estreia: “Como eu falei aqui no dia que levei quatro a zero nas costas contra o Real. Uma forte equipe que começou a trabalhar muito antes, em novembro. As valências físicas são muito fortes no campeonato, nós sofremos aquele dia, um ritmo muito intenso, pegamos um campo muito molhado, chuvoso. Mas foi ali que a gente viu que era forte, que não tinha que abaixar a cabeça, continuar trabalhando. Eu falei para os meus atletas que precisávamos ter calma, continuar trabalhando, que perdemos para uma grande equipe mas que poderíamos reencontrar eles com os “tubos cheios”, com mais preparo físico, com mais entrosamento” revelou.

Heli falou que o Formosa sofreu com o pouco tempo para se preparar para a competição. Lembrando que o Formosa se apresentou no dia 2 de janeiro e teve apenas 23 dias para entrar em campo contra o Real: “Nós tivemos pouco tempo de trabalho, pra você ver, nós perdemos amistoso pra time amador, tivemos e estamos tendo muitas dificuldades mas a cabeça está no lugar. Esses meninos aí são muito tranquilos, a gente trabalha firme, olho no olho, frente a frente com boas palavras”.

Apesar do início complicado, o próprio treinador seguiu com suas convicções de que era possível reagir no campeonato. E que uma união de forças o fez acreditar na reação: “E nada vence o trabalho, tenho que agradecer ao torcedor que correu uma grande distância aqui pra nos apoiar. O Formosa está nos apoiando, a cidade está nos apoiando, a Diretoria está fazendo o possível e o impossível, uma união muito boa que aconteceu na cidade” disse.

O treinador fez questão de agradecer a todos os envolvidos, e que parte dessa reação passou pelo aprendizado com a derrota. Citou até o icônico personagem de Hollywood Rocky Balboa, representado pelo ator Sylvester Stallone como exemplo que sempre reage às suas lutas depois de apanhar bastante: “Todos estão abraçados e eu só tenho que agradecer. O Formosa me deu oportunidade pra ser jogador, oportunidade pra ser treinador, oportunidade de crescer dentro do clube, de conhecer, amar e sofrer com esse clube. E como diria Rocky Balboa, a gente aprendeu a apanhar e com as derrotas e dificuldades estamos ficando fortes”.

O Formosa tem mais uma chance de subir na classificação já que recebe o frágil Ceilandense na próxima rodada. A partida está marcada para ocorrer no estádio Diogão em Formosa.

Marcelo Gonçalo

Formado em Sistemas de Informação, optou pela carreira de Jornalismo a partir de 2008. Jornalista, comentarista e narrador esportivo, foi o principal repórter do site BloGama até 2018.

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