Foto: Alexsandro Pires

De Maceió para o Guará: O que leva um atleta a abandonar a cidade natal?

Alan Leão é de Maceió, tem 19 anos e é lutador de jiu-jitsu. Como muitos atletas apaixonados pelo esporte que pratica, o rapaz teve que enfrentar muitos obstáculos para seguir na modalidade. No caso de Alan, deixar a cidade natal para trás foi o maior deles.

O início

A caminhada do atleta não começou na modalidade que hoje é sua grande paixão. Alan começou no judô quando mais novo, onde ficou por alguns anos, porém, quando seu irmão – que praticava também – quebrou o braço lutando, resolveram parar.

“Passou uns anos e eu fui fazendo outros esportes, mas não teve nenhum que me fez ter vontade de viver do esporte, até então eu pensava em estudar cinema, fotografia, etc.”

Como nenhuma outra modalidade havia lhe despertado o real interesse, o jovem deixou de fazer qualquer tipo de atividade física, apenas frequentava a escola. Até que seu primo surgiu com a ideia do jiu-jitsu.

A saída de Maceió

Com 16 anos na época, Alan aceitou o quimono que seu primo tinha e começou a treinar jiu-jitsu. Com pouco tempo na modalidade o esportista já sabia que havia encontrado sua paixão e tinha a certeza de que era daquilo que queria viver, porém, a falta de suporte e competições em Maceió tornava o sonho de ser um atleta profissional mais difícil. Assim, tomou a decisão de ir para São Paulo: “Eu era fascinado pela história dos irmãos Miyao que moraram na academia lá em São Paulo. Eu fui para essa academia e passei um ano e meio em são Paulo treinando lá”.

Após alguns amigos virem para Brasília e começarem a treinar na academia Ribeiro Jiu-Jitsu, no Guará, Alan ficou sabendo da estrutura e do apoio oferecido e decidiu pegar as malas e desembarcar em território candango. “Tenho em mente que uma oportunidade não bate duas vezes na nossa porta. Agora eu estou morando na academia, treino, como, ensino inglês para os meninos, porque no esporte é muito importante saber inglês pois as competições mais importantes estão lá fora, e estamos nos organizando pra lutar essas competições próximo ano.”

Apoio e competições

Os atletas da academia contam com o apoio da Hit Assessoria Esportiva, onde realizam sua preparação física, porém, Alan conta que o maior suporte é por parte do Sensei, que mesmo sem nenhum acordo estabelecido, ajuda os lutadores pagando as inscrições dos campeonatos e as refeições, em troca eles limpam a academia.

“Seria conveniente uma ajuda de suplementação ou até mesmo dinheiro para melhorarmos nossa alimentação durante o dia. E como pretendemos viajar para fora do Brasil, um apoio seria bom também.”

Com o primeiro campeonato fora do país marcado para janeiro de 2020, o atleta diz tentar não criar muita expectativa, ele conta que tem trabalhado diariamente para manter a performance em dia, independente de ser um campeonato pequeno, regional, ou de alto nível: “Tenho competido todo final de semana ultimamente e estou me sentindo preparado para dar meu melhor a qualquer momento”.

As competições internacionais disputadas por Alan serão:

-Europeu: Em Lisboa, de 15 a 20 de janeiro;

-Pan Americano: Nos Estados Unidos, de 21 a 24 de março;

-Mundial: Nos Estados Unidos, de 30 de maio a 02 de junho.

Natália Pires

Formada em Jornalismo desde 2017 e amante do futebol desde que se entende por gente. Repórter e social media do DF Sports + desde 2018. Mirando na Marta e acertando na janela do vizinho quando com a bola nos pés, encontrou na área esportiva a junção de duas grandes paixões.

Natália Pires tem 44 posts e contando. Ver todos os posts de Natália Pires

Natália Pires

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *