Igor Makita é campeão da III Copa de Bocha Paralímpica do DF

Igor Makita é um atleta já conhecido de Brasília. Com apenas 17 anos, ele se destaca na bocha, esporte que conheceu no hospital Sarah Kubitschek em agosto de 2017, e no mês seguinte, já começou a treinar no Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe).

Desde então, Igor participa de diversas competições e coleciona títulos e recordes, como segundo lugar nas Paralimpíadas Escolares de 2018, convocação para o Camping Escolar no Centro de Treinamento Paralímpico de SP, primeiro lugar na Copa de Bocha Paralímpica do DF, dentre muitos outros.

III Copa de Bocha Paralímpica

Este último título conquistado em casa no último final de semana, contou com três etapas, que valeram para o ranking geral da modalidade. Os três primeiros colocados dentre os 33 competidores foram contemplados com uma bolsa atleta distrital, oferecida pelo governo.  

Igor e Alisson Alves, treinador do Cetefe. Foto: Arquivo pessoal

O esporte mudou a vida de Igor, que antes era refém de medicamentos. “Melhorou minha qualidade de vida e a minha auto-estima. Depois que comecei a praticar a bocha, não precisei mais de remédios, e esse esporte me levou a lugares inimagináveis”, conta o garoto. 

Bolsa Atleta

A bolsa conquistada por ter sido o campeão de sua categoria, a BC1, consiste em um auxílio financeiro mensal pelo período de um ano, uma forma de incentivo ao atleta dado pelo governo. Igor utilizará para aquisição de novos materiais necessários para a prática de bocha. 

Makita está concluindo o ensino médio, e agora pretende cursar jornalismo no UniCeub. “Vou intensificar ainda mais meus treinamentos para atingir novas metas em 2020. Seguirei firme, conciliando a vida de atleta com a de estudante”.

Classificação na Bocha

Todos os atletas de bocha competem em cadeiras de roda e são divididos em quatro classes, de acordo com o grau de deficiência e de necessidade deauxílio. Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro, são elas:

BC1: opção de auxílio de ajudantes (podem estabilizar ou ajustar a cadeira do jogador e entregar a bola, quando pedido);

BC2: não podem receber assistência;

BC3: deficiências muito severas. Usam instrumento auxiliar, podendo ser ajudados por outra pessoa;

BC4: outras deficiências severas, mas que não recebem assistência.

Camila Bairros

Jornalista pós-graduada em jornalismo digital. Escrevo sobre o esporte candango e nas horas vagas assisto mais futebol

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