Mundial Sub-17: técnico e capitão concedem coletiva 24 horas antes do pontapé inicial

Por Camila Bairros e Gabriel Lopes Mesquita

Falta pouco, torcedor! São menos de 24 horas que nos separam do pontapé inicial para a Copa do Mundo Sub-17. Neste sábado (26), às 17h, Brasil e Canadá entram em campo pela abertura do Mundial.

Para aquecer a todos os torcedores, na tarde desta sexta-feira (25), o técnico da Seleção Brasileira, Guilherme Dalla Déa, e o zagueiro e capitão Henri concederam entrevista coletiva no Estádio Bezerrão, palco de 18 jogos, entre eles abertura e final. Eles falaram sobre a competição, adversários e expectativa pela estreia. Além disso, comentaram a respeito de fatores extra campo e até sobre a estrutura da cidade.

A maioria das perguntas foram direcionadas ao treinador. Dalla Déa comentou sobre o compromisso da seleção no Mundial. “O Brasil tem uma responsabilidade muito grande dentro da competição, todos nós sabemos disso. O mais importante é que todos nós façamos o melhor de nós para que possamos levar ao povo brasileiro um futebol alegre e envolvente. Esperamos jogar de maneira ousada, como é o futebol brasileiro.”

Gramado do Bezerrão já está à espera dos craques da seleção. Foto: Camila Bairros/DF Sports+

O treinador foi questionado sobre uma possível referência em Tite, técnico da seleção principal, já que a seleção sub-17 tem se apresentado no esquema 4-1-4-1. E ele reconheceu se inspirar no comandante multicampeão do time principal: “Para mim é um dos melhores treinadores do mundo. Convivo diariamente com ele dentro da sede, trocamos informações em prol do crescimento da seleção brasileira, principalmente depois da Copa do Mundo da Rússia”, explica. 

Em relação ao futuro de seus comandados, Dalla Déa afirma:

“A ideia é ter novos e grandes talentos. Nosso grupo é forte e individualmente eles podem despontar através da nossa equipe. A nossa ideia é ter uma seleção de base forte que chegue forte na principal.”

Guilherme Dalla Déa, treinador da seleção brasileira sub-17

Mas não foi só o professor que respondeu perguntas. O capitão da seleção, Henri, falou sobre a expectativa pelo início da competição: “É um sonho para qualquer um jogar uma Copa do Mundo, ainda mais aqui no Brasil”, reconhece o palmeirense. Já foram vendidos mais de 14 mil ingressos para a partida de estreia, que terá casa cheia.

Dalla Déa falou sobre a escolha de Henri para usar a braçadeira de capitão do time, que está junto há três anos. “Gosto de incentivar, mas também sei a hora de cobrar. O jogador precisa entender que está na seleção,  então se precisar eu cobro dentro e fora de campo.”

Grupo unido

Guilherme explicou aos jornalistas que toda a comissão técnica está sempre em busca de meios que façam os jogadores se entrosarem na concentração.

“Em todas as refeições que são feitas na concentração é proibido o uso de celular. A gente tem pouco tempo de conhecimento dos atletas, então usamos esse tempo para que eles possam se conhecer mais e criarem vínculos mais fortes entre si.”

Guilherme Dalla Déa, treinador da seleção sub-17

Expectativas para o futuro 

A última vez que o Brasil foi campeão da Copa do Mundo Sub-17 foi em 2003, quando os atletas convocados ainda nem sonhavam em ser jogadores. Para Dalla Déa, é importante ter uma seleção de base competitiva para que a principal volte a conquistar títulos. “O nosso grupo é muito forte individualmente, vários atletas podem despontar através da nossa equipe”. 

O técnico também falou sobre o mercado da bola. No Brasil, os times dificilmente conseguem segurar seus craques por muito tempo. “Os grandes clubes europeus buscam os nossos jogadores desde muito cedo, o que acaba prejudicando o futebol nacional. Neste ano, os times brasileiros estão tentando trazer jogadores de ponta de volta, como o Daniel Alves. Isso é muito importante, principalmente pros atletas jovens, para servir de referência”.

A Inglaterra, campeã da competição em 2017, não se classificou para esta edição. No amistoso contra a seleção brasileira, em setembro deste ano, o placar foi 1 x 1, com gol de Talles Magno. “Se a atual campeã não classificou, podemos sim esperar por surpresas. As seleções estão cada vez mais organizadas. Mas nós vamos fazer uma grande competição, mostrar o futebol bonito para o nosso torcedor”, finalizou Guilherme. 

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