Campeão no profissional e na base: Gama bate Real e levanta taça do Candanguinho

Enfim, a final! Na manhã deste domingo que abre o mês de setembro, Gama e Real FC foram ao gramado do Mané Garrincha para decidir quem seria o vencedor do Campeonato Candango de Futebol Juniores. O alviverde triunfou, conquistou o título e coroou uma temporada vitoriosa: em 2019, a Sociedade Esportiva do Gama foi campeã do Candangão e do Candanguinho. Já o Real acabou sendo eliminado pelo Periquito, tanto na competição profissional, quanto na de base.

Mateus Silva

A garotada do Gama entrou em campo com uma faixa em mãos. Nela, estava escrito “Saudades eternas, Mateus Silva”. A homenagem era direcionada ao auxiliar de desempenho do alviverde, que faleceu na no último dia 24 de agosto apos lutar contra o câncer.

O jogo

Comentaristas apostavam, antes da bola rolar, que a partida terminaria empatada, tamanha qualidade técnica das duas equipes. No entanto, logo aos dois minutos, um lance surpreendeu a todos – até aos atletas, diria. Após chute de Gustavo, o goleiro João Victor defendeu dando rebote. Brenno, como um exímio centroavante, estava bem posicionado para aproveitar a sobra, cabecear encobrindo o camisa 1 do Real e abrir o placar para o Gama.

Brenno, do Gama, foi o autor do primeiro gol. Sempre fazendo o chamado pivô, o atacante se sobressaiu à zaga do Real neste domingo (1). Foto: Ricardo Botelho/DF Sports+

Após o baque sofrido logo cedo, o Real precisava demonstrar tranquilidade para tentar empatar o duelo. No entanto, o poderio ofensivo da equipe encontrou uma defesa gamense bem postada.

Em cada lance, percebia-se que os atletas dos dois lados estavam cheios de vontade. Ninguém queria deixar um espaço sequer para o adversário. A cada bola rifada pela defesa do Gama, era possível ouvir a torcida gritando como quem comemora um gol.

No fim da primeira etapa, o Gama ampliou a vantagem. Após bola levantada na área, o zagueiro Milani desviou para trás, encobrindo – de novo – o goleiro João Victor. Era o segundo gol da equipe alviverde.

No segundo tempo, o Real tinha a missão quase impossível de empatar o jogo. A equipe voltou do intervalo com mais posse, mas usava de forma exacerbada as bolas alçadas na área. O centroavante Emanuel, um dos mais altos da equipe, não aproveitou quase nenhum desses lançamentos por conta da boa partida que a defesa do Gama fazia. Em dois destes arremessos, o goleiro Matheus teve de espalmara a bola para escanteio, mas nada que representasse real perigo de gol.

Warley, que entrou no segundo tempo, teve duas chances de matar de vez a partida a favor do Gama. Na primeira, a bola sobrou para ele enquanto o goleiro João Victor estava fora do gol. Porém, a distância para a meta era grande e, após chute do jogador gamense, o camisa 1 do Real conseguiu chegar debaixo das traves a tempo para defender.

Três minutos depois, Chaolin saiu cara a cara com João Victor e, na saída do goleiro, bateu na trave. Após este lance, o cronômetro correu até o apito final do árbitro Maguielson Lima. Naquele momento, a torcida do Gama podia, enfim, gritar: é campeão!

Gama não era campeão desde 2014. Foto: Willian Matos/DF Sports+

Agora, assim como o Real, a equipe do Gama se prepara para a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2020. Os dois times estão classificados e irão representar o DF na Copinha.

FICHA TÉCNICA

GAMA 2 x 0 REAL

Campeonato Candango de Futebol Juniores – final

Estádio Nacional Mané Garrincha, Brasília-DF– 01/09/2019, 10h30

GAMA

Matheus; Gustavo, Jonas, Lucas Silveira, Vitor Sales; Gabriel, Glaysson, Daniel, Muriel (Chaolin); David ((Warley), Brenno (Jardel)

Técnico: Léo Roquete

Cartões amarelos: Gustavo, Lucas Silveira, Brenno

Cartão vermelho: não houve

REAL

João Victor; Ítalo, Milani, João Afonso, Felipe (Túlio); Adryan (Murilo), Juan, Davi Machado, Índio (Rafael), Araújo (Wesley); Emanuel

Técnico: Gerson Ramos

Cartões amarelos: Ítalo, Juan, Rafael

Cartão vermelho: não houve

Willian Matos

Jornalista com experiência em redação, assessoria de imprensa, rádio e portais da web. Toca cavaco quando dá tempo. Tem a certeza que Rogério Ceni é melhor que Marcos. É editor-chefe do DF Sports+ desde maio de 2019

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