Tae Fight: a arte marcial funcional

Conheça mais sobre a luta que junta técnicas do Muay Thai, Boxe, Taekwondo e do Karatê

O Tae Fight foi criado em 1998 no Japão, pelo professor de educação física, César Minakawa, 4º dan em Taekwondo, faixa preta em Karatê e instrutor de Aerobox e Aerokick, que também foi criado por ele. É um tipo de luta para academia, com dinâmica lúdica, de grupo, que além de movimentos de ataque e defesa, reveza com técnicas de calistenia e movimentos funcionais para fazer o aquecimento, trabalhar a mobilidade e ter rendimento durante a prática do exercício.

“Eu dava aula na academia Crunch, que fazia parte de uma grande rede americana, e tinha uma filial em Tóquio. Me chamaram pra criar uma modalidade diferente de luta, porque ninguém entra na luta querendo lutar. As pessoas querem bater, ninguém quer apanhar”, explicou o professor. Com essa ideia que surgiu o Tae Fight, a luta que junta técnicas de Muay Thai, Boxe, Taekwondo e Karatê.

Por não ter um sistema rígido e fechado como outras artes marciais, o Tae fight se adapta ao estilo de cada um. A aula é realizada em duplas ou trios, a depender do número de alunos na turma. Enquanto um aluno segura o equipamento de contato e defesa, que pode ser a luva de foco ou o escudo, o outro pode socar, com a luva de ataque, ou chutar. Não há um contato direto entre os alunos, a ação fica retida aos equipamentos.

Além de fazer bem à saúde, por ser um exercício físico de alta intensidade, a luta também acaba sendo um espaço de socialização. Simone e Ana Beatriz Morais, mãe e filha, praticam Tae Fight juntas há cerca de um ano, e brincam que quando uma está com preguiça, a outra acaba motivando à irem lutar. “É engraçado fazer aula com a minha mãe, ela às vezes não faz o exercício direito ou tenta enganar o professor e a gente tem que ficar no pé dela, mas é bem legal”, revela a filha, que é estudante de medicina e divide seu tempo livre entre estudar e praticar exercícios físicos.

Para Simone, professora, a melhor parte da luta é o convívio com as pessoas. “Adoro interagir com todo mundo, conversar bastante. Além de lutar, você acaba se divertindo”, afirma ela, que começou a lutar pela praticidade de estar perto de casa.

Ana Beatriz (à esquerda) treina junto com sua mãe, Simone (à direita). Ao centro, o professor César, criador do Tae Fight

“Tae Fight é o caminho da luta. Tae vem do Taekwondo, que significa caminho, e fight em inglês é luta”, explica César. Segundo o professor, esta  luta só não é indicada para quem tem algum tipo de osteopatia ou um problema cardiopulmonar, oriundos de aulas de alta intensidade, mas que qualquer um pode praticar dentro de um universo controlado, desde que com acompanhamento médico.

No DF, é possível praticar o Tae Fight nas academias Vip Training, no Lago Sul, Vasco Neto, na 308 Norte, na Runway, no Sudoeste e na Vita Way, em Taguatinga.

Marcelo Gonçalo

Formado em Sistemas de Informação, optou pela carreira de Jornalismo a partir de 2008. Jornalista, comentarista e narrador esportivo, foi o principal repórter do site BloGama até 2018.

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