Raio-X: Reação tardia e tropeço acabaram com as chances do Ceilandense

O ano de 2017 não foi dos melhores para o Ceilandense. A equipe não conquistou um ponto sequer na competição e sequer entrou em campo na última rodada. A pífia participação, no entanto, precisava ser esquecida e o clube tinha que focar todas as suas forças no presente, na atual disputa pelo o acesso. Com Vandinho no comando técnico, a esperança voltou a reinar em Ceilândia e uma das vagas na semifinal era possível, apesar de ter caído no grupo mais difícil do campeonato.

Junto com primeira partida veio a derrota para o Capital, o que não desestabilizou a equipe, que buscou reforços e evoluiu. Um dos melhores jogos da competição foi contra seu segundo adversário: Taguatinga. Com cinco reforços na equipe titular para o segundo jogo contra o grande favorito, o duelo poderia ter sido vencido, com méritos, por qualquer um dos times. Mas novamente o dragão foi derrotado, graças à uma atuação de luxo do goleiro Edmar Sucuri. A confiança voltou ao grupo na rodada seguinte, quando o time aplicou a maior goleada da competição, 10 a 3 sobre o CFZ.

Por fim, a participação do Ceilandense se deu na quarta partida, contra o favorito Brazlândia. O ótimo desempenho não foi suficiente para garantir uma das duas vagas na semifinal, e a equipe saiu de campo mais uma vez derrotada e dessa vez, eliminada. Porém o bom trabalho de recuperação feito durante a Segundinha 2018 traz esperanças para que o ano de 2019 volte finalmente a ser de glórias para o tricolor da Ceilândia. 

PONTO POSITIVO

O poderio ofensivo do Ceilandense foi o grande destaque. A equipe tem o segundo melhor ataque da competição (junto com o Brazlândia) e perde somente para o Legião. Os atacantes deram trabalho aos goleiros adversários com boas finalizações e na segunda e na quarta rodadas, só não saíram gols da equipe por culpa de dois personagens: Edmar Sucuri, do Taguatinga, e Márcio Fernandes, do Brazlândia, que fecharam bem as suas respectivas metas.

PONTO NEGATIVO

Apesar de bons nomes, a defesa sofria com os ataques adversários. Foram nove gols sofridos em todos os quatro jogos que disputaram. A inconsistência rendeu a segunda pior defesa do grupo, na frente apenas do CFZ. O fato de ter reforços chegando no decorrer do campeonato foi outro fator prejudicial, pois apesar da melhora significativa, o clube já havia perdido pontos importantes. Caso o clube tivesse conseguido uma melhor preparação com a antecedência ideal, certamente seria candidato ao acesso.

CAMPANHA SEGUNDA DIVISÃO 2018

4 jogos / 1 vitória / 0 empate / 3 derrotas / 11 gols pró / 9 gols contra

1ª Rodada – Ceilandense 1 x 2 Capital
2ª Rodada – Ceilandense 0 x 1 Taguatinga
3ª Rodada – Ceilandense 10 x 3 CFZ
4ª Rodada – Ceilandense 0 x 3 Brazlândia
5ª Rodada – Ceilandense folgou

Por João Marcelo

Marcelo Gonçalo

Formado em Sistemas de Informação, optou pela carreira de Jornalismo a partir de 2008. Jornalista, comentarista e narrador esportivo, foi o principal repórter do site BloGama até 2018.

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